Friday, April 24, 2009


Fico me perguntando quantas coisas perdemos ao longo da vida e imagino que para abrigar todas estas coisas seria necessário um grande setor de achados e perdidos.. do tamanho do infinito. Diversas são as coisas que perdemos, objetos de toda sorte, pessoas, sentimentos, partes de nós, ônibus, carro, hora marcada enfim até mesmo o tempo. Já ouviram falar naquela expressão perda de tempo? Não sei porque mas algo me remete a ela hoje. Muitas vezes ao nos dedicarmos com vigor a determinada coisa, ao alimentarmos sentimento de afeto, apreço e carinho, não nos damos conta que esta coisa pode um dia se perder, separar-se de nós ou simplesmente sumir enquanto caminhamos. Foi assim que meu head phone foi procurar outra morada. Agora vejamos como o verbo perder está indissociávelmente ligado ao verbo achar. Enquanto andava distraída, calada e com os pensamentos longe de qualquer território paupável meu head phone caiu no chão silenciosamente, neste mesmo instante, alguém que ali passava ou estava não sei muito bem o achou, recolheu para si e levou para todo o sempre, pois definitavamente depois de algumas vãs tentativas de encontrá-lo minha busca foi mal sucedida. Enquanto lamentei pela perda, alguém sorriu ao achar um objeto tão útil, que dirigiu uma trilha sonora curta da minha vida e teve papel importantíssimo nas minhas incursões de ônibus por aí. Pois é agora ele emana sons que fico imaginando quais no timpano de alguém. Fico pensando se esse alguém é mulher, homem, novo ou velho, se escuta música boa, que para mim seria tudo menos sertanejo pagode e afins. Sei lá não vou denominar esta pessoa de mau caráter até porque como estou tentando provar, tudo que perdemos automaticamente é achado, se não por nós, por outra pessoa. Assim como no amor. Amor muitos dizem ser um jogo, que alguns aprendem a jogar enquanto os outros ficam na arquibancada assistindo, outros falam que trata-se mesmo de aprendizado de esmero de estudo em relação ao ser amado até chegar ao apsê da admiração, outros dizem que não existe e esses me parecem bem machucados porque quem diz que amor não existe é porque nunca amou ou porque sofre por amor então acredita que ninguém vai amá-lo. Me sinto um pouco burra, bitolada, idiota sofrida por ter perdido meu querido phone de ouvido insubstituível até o momento que eu compre um novo de qualidade superior a ele.

Engraçado como tudo também gira em torno de comprar e substituir algo. Pessoas trabalham a vida inteira dão o suor e o sangue as vezes até a alma para investir toda esta intensa entrega a uma coisa que possui quatro rodas com um carro por exemplo. E estas são as pessoas mais normais da face da terra. Realmente meus queridos este mundo é insano. Quando dizem que de perto ninguém é normal, não estão dizendo que somos anormais, mas que somos míopes. Porque afinal miope não enxerga de longe e quando enxerga de perto costuma aproximar tanto os olhos que acaba nao enxergando merda nenhuma ai diz-se que é loucura. A maior verdade é que para míopes ou não a loucura é algo muito relativo, como gosto, beleza e por aí vai. Assim como existem duas denominações para o significado da palavra propriamente dito, aí vão elas: Perturbação mental- doença; disparate; extravagância, é o que cometemos todos os dias, gastando mais do que o orçamento prevê, alimentando paranóias, medos, incertezas, obssessões, manias, compulsões, toques, ou toc como quiserem, e têm mais: alienação mental; Insensatez; imprudência; doidice, acto irreflectido. Estou pasma, cometemos isto todos os dias! E se ousarem dizer que não, é só vermos nos jornais, lá estão mais do que em evidência todas essas características de um louco, ou de um humano. Concluo com a seguinte dúvida, se o sanatório que é este mundo ficar superpopuloso para onde vão ir todos os loucos? As empresas farmacêuticas vão desbravar os planetas e criar um parque de diversões para nós? Onde ficarão as crianças? Até onde eu sei crianças não são loucas porque são os únicos seres que não cometem loucuras diariamente, até onde eu sei é claro. Bem nossa situação está complicada. Juntemo-nos em uma seção de achados e perdidos ou num sanatório de vista para o mar, estaremos ainda, loucos!

Monday, April 20, 2009


Sinto partes de mim se desintegrando.
Os olhos estão petrificados em uma redôma de fatos que surgem como um flash back.
Assombram, desolam, encomodam até o corpo sentir vontade de expurgar tal sensação.
Chutar ao vento como uma pedra todo o presente instante de sentimentos entrecortados de dúvida.
Interrogação que paira sobre o céu formando uma indagação nas nuvens do tempo.
Há silêncio, conformo-me com o barulho do silêncio. Se ele tivesse cara seria pálido e dissimulado.
Ação da incerteza, que faz de nós escravos de um fairy taile irreal.
Se alguém pudesse rasgar este sentimento em pedaços como papel confidencial que jogamos ao lixo, seria reconfortante.
Sujeira, toda a sujeira impregnada que você me remete não alivia suas palavras doces e lágrimas que a mim não me parecem de tristeza.
Ouça a batida que embala os dias tensos da monótona vila onde um dia serviu de palco pra história de casa de bonecas que queima cada vez que relembro.
Está em chamas, tudo vai se dissipar em alguns meses
As folhas vão cair das arvores, o céu vai escurecer, a solidão vai chegar mas estarei levantando, pra reviver novamente.

Wednesday, April 15, 2009



O instante presente




A caminho da faculdade, o movimento da rua sob a perspectiva de dentro do ônibus é imprevisível. Mesmo que se faça o habitual trajeto todos os dias os personagens que o norteiam nunca são os mesmos. As faces, as roupas, as pernas caminhando em ritmo apressado, as crianças no colo das mães e as pessoas trabalhando formam um círculo interminável de histórias que poderiam preencher milhares de livros. Porém, estas pessoas são diferentes, sob o ponto de vista de um observador que enxerga a estética física e ousa decifrar o que elas costumam fazer, sentir viver..


.Creio que hoje seja um daqueles dias que você sente demais, come demais, e tem vontade de dormir... Que os instintos afloram como se não tivéssemos hora marcada no dentista ou o ponto pra bater e pudéssemos protelar para qualquer momento daqui a pouco tudo que temos que fazer neste exato instante, só pelo prazer de sentir-se livre e de alimentar a nossa indolência com saborosas pitadas de bem estar. Para sentir e fazer o que quiser.


Estas pessoas que vejo enquadradas fora da janela do ônibus, que aparentemente correm atrás de algo que chama-se tempo, estão na verdade sobrevivendo.

O mundo se transforma a cada minuto, segundos são suficientes para serem responsáveis por alterar trajetos, construir pontes invisíveis e mudar destinos. Existe uma fórmula pré concebida de que tudo que falamos e pensamos, e a maneira como agimos reflete naquilo que somos. Se esta fórmula está certa não faço a mínima idéia, porém, costumo perceber que a medida que observo este ir e vir deste mar de gente nas ruas, a medida que os instantes se passam, e o ar entra nas narinas só pra estar ali te dizendo que a vida é agora e que é preciso viver novamente com toda a energia possível, porque se você um dia para pra sonhar com o futuro é capaz do segundo deixar ele simplesmente passar.


Hoje pela manhã na parada de ônibus conversando com uma colega, ouvimos um barulho estrondoso de avião a jato vindo do céu, é estranho como aquilo hipnotiza, algo misterioso, com certeza, inspira aquele momento para imaginarmos o que quisermos e logo em instantes, o ônibus passa arrecadando passageiros. O jato se foi e o instante daquele fragmento do dia passa depressa, mas com certeza é suficientemente vivo para ser lembrado. Então o dia corre como habitual, muitos pensamentos e uma angustia instalada há dias comendo no peito. Correndo solta nas veias, mas é normal, é puro e simplesmente normal, sentir assim, deste jeito, uma hora parece que o mundo vai acabar, na outra já não, e assim os dias podem tornarem-se milhares de pontinhos, uma obra de arte que vale a pena colecionar!


Aquela beleza de paisagem em movimento que se transfigura nas curvas que o ônibus faz, aquela música, aquele sol luminoso fundindo o azul do céu e esquentando a tarde logo vão dar lugar aquele vento frio de inverno, aquela sensação de nariz escorrendo e mãos gélidas, aquela neblina das primeiras horas da manhã, e isto que recordamos aqui nestas breves linhas, se congela pra ser aberto e lido a qualquer hora seja neste inverno ou no próximo verão. Mas é preciso, sempre, viver, correr, andar angustiado, amar, enlouquecer, sorrir e ouvir aquela música no banco do ônibus pra descobrir nem que seja por alguns instantes que a música não para de tocar nos ouvidos enquanto o mundo estiver girando e as coisas acontecendo aqui, bem na nossa frente!!!

Friday, April 10, 2009


Sonhei estar voando, voltei para o passado e revi velhas fotografias, chorei por amor, sorri, fumei, traguei violentamente o cigarro, me martirizei, sofri, fiz greve de fome, me descabelei, dormi, acordei, o tempo passou, esperei, senti, falei, ouvi... E agora é noite novamente, o céu cai sobre a minha cama e eu sinto um conforto dentro dos braços. Ele está me aconchegando juntamente com as cobertas que saem do armário e vem me acalentar porque a noite, esfria. Chocolate no criado mudo, luzes acesas, palavras que fluem como uma pena e são digitadas rápidamente. Hoje, eu tenho motivos pra me sentir feliz. Só por hoje, eu quero ser o que eu mais gosto, e mostrar o meu lado mais puro e belo, pra te roubar pra mim. Solamente hoje, não vou chorar pela perda, porque a incerteza ainda que angustiante faz bater o coração, e se amor existe é chama que queima e uni o corpo que a razão não consegue separar.

Sunday, March 22, 2009



O trabalho, o movimento incessante que nos torna servos da nossa própria escolha e também da nossa obediência me faz crer que cumprimos um dever cada dia que se põe. Uma semana algumas horas ou a vida inteira num movimento robotizado por mãos que guiam, digitam, desenham, preenchem, constroem e também pousam em descanso. Sinto meu corpo amortecido depois das horas em pé, e ainda assim uma excitação sombria para que o dia comece novamente. O coração palpita mas se torna cada vez mais brando, quando seus movimentos já nem mesmo obedecem a voz de comando. Ouço sinos em meio a escuridão e na praça há gente gritando procurando uma saída pra tanta coisa. Saída que também é a porta de entrada para um outro mundo. Estou diante das cartas que me imaginei recebendo, e apenas relembro do que eu enviei, são tantos dias tantas noites que correm por mim, que sinto que me perdi em meio a esse turbilhão de coisas, como uma nuvem que encobre o sol em dias claros, e impede de que os raios se dissipem e iluminem o dia... Tornando-o por horas escuro. Sinto o toque de uma gota, se dissipando no rosto e se acomodando nos poros como a água que pode lavar a alma se de fato ela estiver suja. Temo em dizer tudo que sinto e temo sentir tudo que penso, há sincronia entre estes dizeres que apesar de densos e insólitos são doces, e pedem um pouco mais de paixão. Pelo momento, pelo fato do simples estar, viver, ter ou possuir, encontrar, existir. Não existe partida sem antes chegar assim como não existe a distância se não soubermos somar a proximidade, gostaria de ouvir a voz dos anjos para fazer dessa noite uma canção de ninar mas logo me viro ao som que vem da rua e sinto que é na terra sim, que hei de ficar, na terra de sonhos reais que cogitamos mesmo quando estamos de olhos bem abertos sem nem mesmo piscar. Há uma chama nas entrelinhas que se apaga cada vez que o telefone não toca, e há um ruído tentando se comunicar através do vazio que é a sua porta aberta.

Monday, March 16, 2009


As pessoas são hipócritas, fantasias que caricaturam elas mesmas à representar-se nesta pantomima chamada sistema. Não se está preparado para o esquema. O dia é longo a paciência pequena. O riso é largo e falso. Os fantoches se divertem e somem por entre o cenário que procura a todo custo estar impecável para a apresentação. Teatro é dançar em cima de uma bola de fogo e fingir não se queimar, com a mente atordoada sorrir da miséria estampada nos rostos viçosos e dos corpos bem alimentados. Ser forte o que é? Fingir ser o super herói fanstástico enquanto os becos humanos dentro de si transbordam angústia. Se o forte que possui o dever de levar segurança e alegria se veste de gente quando vira normal, o que dirá daqueles transeuntes da rua que expõe nos olhos a agressão do cotidiano e no amarelo dos dentes a terapia do entristecer. E o que será das crianças? que acreditam no herói que não passa de reles humano, e sorriem verdadeiramente pois vêem através da óptica da inocência alguma graça neste colorido mórbido. Nada melhor do que enxergar o mundo com estes olhos, que não tardar se tornarão míopes.

Wednesday, January 21, 2009


O abismo se choca com a rocha. Há silêncio demais, e há lágrimas demais também. Algumas coisas podemos evitar, outras nem tanto. Sinto um calor que encomoda e machuca o peito assim como as dúvidas que pairam sobre meus intermináveis dias. Me pergunto se serei EU o mote de todo conflito, meu individualismo reinante falando através do egoísmo o que não consigo ouvir de mim própria. Por isso faço ecoar aos berros o sentimento que infla meu coração e a medida que as palavras vão saindo ele vai murchando aos poucos até que perca a forma. Quando isso acontece me sinto abstrata, parte de mim se esvai, brigo comigo mesmo para evitar tal situação mas não consigo. Não sei como desenvolvi esta forma tão bizarra de chamar a atenção de quem amo. Conviver com alguém pode ser um passo para o auto conhecimento e para o delírio também. Minha cabeça dói, sei que tudo que quero é que alguém volte e me chame e me convide para fazer algo e me envolva em seus braços. Mas esta infantilidade emocional é uma clausura. Não há como sustentar grandes edificações sem boa base, e me perco cada vez que olho para dentro de mim, assim.

Tuesday, January 20, 2009


It´s hard...


Um novo ano começa, aos poucos os dias correm e se tranformam em intermináveis horas que se passam e dançam conforme um ritmo de música calmo, como se fosse uma canção de ninar. No meio da noite, acordo e sinto um pavor assombrar os meus pensamentos e também meus sonhos, um pavor que se traduz em medo. Medo de não ser feliz ou ser feliz só pela metade, medo de ser só a metade e não o inteiro, medo de romper com meus próprios conceitos para dar um passo à frente. São tantos, que acabam por enumerar uma lista de coisas que me vem assaltar a memória em dias em que não tenho muito o que fazer.


Forever and ever, life is now or never!

Monday, November 24, 2008


Meu corpo à apreciar o sol, quente. Leve brisa de verão embalando a tarde, um pouco de silêncio para uma mera abstração e muitas lembranças me fazendo companhia. Os raios esquentam a pele, fazem o corpo transpirar, o cheiro do protetor solar sucita na memória a praia das ondas descompassadas indo e vindo. Tal qual como como meus pensamentos. Um tanto longe mesmo que situados no presente e bem próximos como se não fossem meros fragmentos de dias atrás.


Recosto a cabeça e uma subita sensação de inquietude paira sobre mim. Começo a compreender o porque de tantos ditados falaram sobre o tempo e teimarem em convencionar uma linha imaginária entre passado, presente e futuro como se estes pudessem existir isoladamente ou dissociados de nós.


A verdade é que o dia de ontem pode ser uma constatação vista por mim neste invervalo de tempo em que me encontro agora, com olhos mais detalhistas que por vezes me fazem tirar conclusões das quais outrora não era capaz, simplesmente porque nossa iris sempre está voltada ao que estamos vivendo em um exato momento, seja bom ou ruim.


Os meses que precederam o dia de hoje foram monótonos, na verdade, parecem-me sucessivas incursões na tentativa de alçar algo que já estava muito além do meu controle. Longe dos meus olhos, e fora do palpável. De forma que a duvida tenha assolado este tempo passado e tornado angustiante uma espera que por ventura terminou graças a uma intervenção externa.


Sim somos tolos em enganar nossos sentidos, trocando os cheiros, os objetos, os pensamentos de lugar. A percepção é como uma bússola e vãs são as tentativas de ludibriá-la pois ela é certeira e nos atinge muitas vezes com um golpe inesperado, do qual tentamos nos defender criando idéias e conceitos e insuflando sonhos que são na verdade, uma fuga que nos impede de enxergar e sentir a realidade racionalmente, proporcionalmente, sensatamente, coerentemente mesmo quando nosso corpo já a enxergue e sinta a ponto de causar um incêndio dentro de nós.


Agora me vejo em meio a um museu branco, imaculado. Transitando, flutuando, sentindo com os pés descalços e transpirando com a alma as emoções que transcendem através do vestido vermelho longo, e dos pés descalços no mármore frio. Algo vibrante que penetra por entre as muretas de concreto para fazer dissipar daqui todos os medos, todos os presságios mal compreendidos e todas as formas de auto contentamento que me impediram simplesmente de me sentir leve, a ponto de voar... como no momento em questão.


Queimam-se cartas de amor, documentos confidenciais e papéis reveladores como se o fogo fosse apagar algo que por si só já é marcado por uma chama latente que mesmo esmaecida tatua como ferro quente. Nos fechamos dentro de nós mesmos quando deixamos de lado estes avisos de emergência que nosso corpo nos trasmite. Como se nos deixassemos de lado com o intuito de não viver ou experimentar aquilo que nos é apresentado.


O mundo é como um grande e único ser, e dentro dele existem infinitos mundo e seres que fantasmagoricamente assombram aqueles que limitam-o a uma janela cerrada para qualquer horizonte. Descortina-se a vida no minuto de tempo que já se fora junto com a intensidade dos raios do sol, que agora mais brandos, não mais esquentam a pele ao ponto de tranbordar gotículas de suor. Transfigura-se na paisagem um momento único de desfecho para uma crônica de liberdade para um espírito livre.

Sunday, November 23, 2008


Como os pássaros no final da tarde em que o por do sol já não existe tão claramente e some junto as nuvens que contornam o imenso céu, alguns sentimentos se dissipam nestes últimos dias. Sabores diferentes, recheios distintos, cores novas, lugares e pessoas estranhas, mundo, vidas, colisão de idéias... Assim se chocam minhas emoções. Passáros que batem em revoada em busca de um horizonte comum, mas incomum também. Estou só, e assim pretendo ficar. Estou só porque você escolheu assim, e a tua decisão me fez perceber que a minha vida só, pode ser bem mais interessante do que a anterior. Somos tantos eus dentro de uma personalidade ou de diversas personalidades, somos fantasmas de nós mesmos quando tentamos fugir de algo vestindo a fantasia de um outro eu, ou buscando a felicidade em coisas que até então haviam sido congeladas. Congelam-se amigos hoje em dia, para poder saboreá-los mais tarde enquanto a vida corre por aí. Congela-se tudo praticamente, e é algo extremamente perigoso. Porque depois de congeladas as coisas liquidas nunca mais se dissolvem nas mesmas, elas se tranformam e muitas vezes perdem seu sabor original. Quem somos nós? Originais ao ponto de serem originados, ou originados para serem originais? Quem são estes infinitos eus que divagam dentro de nós até que alguma situação lhe dê a premissa para finalmente ser. Ser, estar, partir, ficar, sentir, ousar, contar, esperar, voar neste infinito brando e terno que pode ser um céu cheio de passáros ou um bando de pássaros cheios de céu!!!!

Sunday, November 16, 2008


Estou só no vagão das emoções. Algo estranho como a incerteza de um possível. Tudo é abstrato. O carinho já não pode tocar com as mãos, o céu é tão alto que cada vez mais se distancia das mãos, e as cores se derramam uma a uma nesta tarde cansativa, de espera de possibilidade incolor. O trem segue por entre os trilhos e apita um sino agudo que faz tremer o coração, uma angustia que ao fechar dos olhos comprime os dentes e a boca e o ar se condensa em segundos apressados. Dizem que a pressa é a maior inimiga da perfeição, mas o que é a perfeição se não uma obra inacabada... Não existe perfeito mas existe pressa. Não existe futuro, sem existir o hoje.

Thursday, November 06, 2008



Quando vale o amor de um homem?
Suas esperanças, suas atitudes, suas aspirações seus êxitos, suas conquistas, seus desafios, sua crença, sua bondade, seu instinto e seu coração...E quem dirá daqueles que não sabem contar? Que não medem o tamanho da esperança e que não falam sobre suas aspirações...Dirá- se que, estes então não merecem ser amados. Confunde-se muitas vezes o sentimento de carência ao sentimento de amar, e confunde-se mais ainda o sentimento de solidão, com o “estar junto”, mas o que é estar junto? Será que amar por palavras é amor latente igualmente amado através do tato? Do contato da pele do cheiro do sorriso e também do olhar...
Digo que muito sonhei durante este tempo em que me julguei amada por inteiro, sendo que um quarto seria muito para saber o que realmente é amor. Sinto que a paixão se dissipa lentamente e com ela aquele desejo inerente de estar a todo tempo a toda hora e a todo custo perto de alguém puramente. Ouve-se dizer que o amor sabe esperar que ele tudo suporta então o que sinto não é amor, é algo que perde a forma a cada dia algo que se dissipa com o vento e com o fim da estação.
Quero um amor maior, um amor do tamanho dos meus sonhos, aquele com que eu possa contar sempre, quando estiver triste e quando sentir a angustia apertar no coração. Quantas noites mal dormidas, quantos dias passados em branco, quanto tempo longe de quem acredita-se que ama, mas na hora em que a coisa aperta, sabe-se que este amor é passageiro, confunde-se pois não sabe se fica ou se esvai por inteiro, navega entre as águas como um mal marinheiro e deixa o barco naufragar sem aprumar o veleiro. Falta sentir o coração pulsar de verdade, ser acolhida e esperar a surpresa que o amor sempre traz, quem sabe nos versos das músicas nas poesias e nos filmes, este amor não pareça ser de mentira. Eu construí um ideal que talvez só exista pra mim. Ele pensa que entende tudo que está a sua volta, que conhece mais do que qualquer outra pessoa o amado, sendo que na verdade, este é o maior estranho que já conhecera, pois tudo nele surpreende, e o tempo que espera-se que seja a cura para toda rosa que murcha, deve portanto, fazer renascer um alguém que eu conheça, que tenha cara e coração de gente e que tenha mãos que conduzem grandes conquistas. Do contrário, prefiro eu ficar a planejar minha existência entre uma linha e outra, só, com a felicidade que a juventude me oferece e o poder que a minha vontade dita. Sou brisa, sou mar, sou sol e neve, sou tempestade, sou raio, sou doce, e sou manteiga, eu derreto como soda na sua pele alva, e te faço sangrar como um cordeiro. Pois eu sou mais daquilo que você achou que poderia ter. EU SOU O AMOR, e não estou a venda mesmo que os teus valores estejam um pouco elevados, meu parâmetro continua o mesmo e a largura dos meus sonhos é infinita.

Wednesday, October 22, 2008

Monday, October 13, 2008



Chove lá fora, a chuva inunda as poças nas ruas e faz jorrar pelas valetas água por todos os cantos... Estou dentro de casa, a luz do computador incomoda um pouco os olhos, me sinto cansada, meu físico está repleto de energia e endorfina e o cansaço psíquico é que deixa transparecer meu descontentamento.


Ando por aí sem saber a direção que vou dar a meus rascunhos de vida, e preciso externar algumas poucas palavras significativamente nulas no tempo que passa feito rajada, enquanto a chuva continua a cair...


Faz algum tempo que deixei de contar os dias, faz tempo que eles voam sobre mim como um míssel de guerra e faz tempo que estou cansada de esperar por um dia que quando chega se torna dúvida que plana sob meus pensamentos diariamente. Algo me acorrenta, me tira os sentidos, me faz uma massa inerte que está a divagar sem provar das sensações que o mundo tem a oferecer.


Me sinto dentro de uma bolha que está prestes a estourar e que chia como uma panela de pressão que coze as pressas um alimento qualquer. Tenho raiva, ansiedade de que o tempo passe logo para que eu me liberte de alguma forma desta tortura que sinto minuto a minuto, quando os ponteiros do relógio não giram e eu continuo a esperar em vão por algo que talvez já esteja grão por grão perdendo sua forma, como os castelos que as crianças montam na areia da praia.


Algumas horas atrás estive a contemplar algumas fotos e elas me afloraram um sentimento de nostalgia que me suscitou algumas coisas como se o ano em questão, este que estamos vivendo no calendário e o passado, se é que ele existe, não tivessem sido vividos devidamente.


Esta é a sensação que emana sobre mim nestas primeiras horas de uma noite que ciclicamente está sendo igual à de ontem e mais parecida ainda com a de amanhã. A rotina é o remédio para os que pensam que são loucos e a insanidade para aqueles que gostariam de ser normais

Friday, September 26, 2008


Vivemos em um grande aquário, enquanto nós humanos ousamos olhar para cima e contemplar o céu, nos despedaçamos em cacos dentro de um imenso campo de eletricidade. Somos átomos imersos, em nossos preceitos, dogmas, pecados, medos, desejos, ambições...


Mas o que nos segura aqui? Que é esta tal de gravidade? Algo com o qual podemos nos segurar? Onde está o contra peso das nossas fraquezas? Onde está o diretor deste teatro de peixes que não conseguem mais viver em seu próprio habitat?


Naufragamos no peso do nosso próprio corpo cada vez que damos vazão aquilo que faz parte da obscuridade. É extremamente paradoxal pois somos seres abissais dentro deste grande aquário de modo que estejamos de certa forma cegos na escuridão.


Sem toques, sem afeto, sem gestos de bondade, sem alegria, sem brilho no olhar, sem ânimo, sem sensação, sem carinho somos como mostros oceânicos criados em cativeiro, quando nos soltamos à merce da grande correnteza da sociedade estamos vulneráveis a permutar nossa vida inteira e nossas alegrias em troca de conforto momentâneo.


Pois é isso que muitas vezes o convivio social nos proporciona. Chego a esta conclusão particularmente porque quanto mais se convive com os "outros" maior é a frieza e insípidez com que se tratam os mesmos, nesta banalidade cotidiana onde as regras o tempo que impõe e as leis são o limite de um território que deveria ser infinitamente livre, sem fronteiras.

Friday, September 12, 2008



É madrugada de terça-feira para quarta, muitas pessoas estão no aconchego de seus lares dormindo o sono dos justos, outros trafegam na imensidão da madrugada, alguns por ocío do ofício outros nem tanto... De repente uma luz se acende na janela vizinha de cabeceira ilumina com um feixe objetivo a cama onde está, imaculado o corpo estirado de uma bela moça, deve ter lá seus 21 anos, jovem demais para o mundo e velha demais para seus conceitos de criança que não faz força para abrir os olhos para a maturidade, quase que como um monumento intangível. Sinto que não estou sozinha, há vida através dos espaços, até mesmo naqueles que alguns anos atrás eram considerados os corredores para o futuro, me refiro a internet, essa ferramenta bárbara através da qual podemos desbravar todo e qualquer tipo de terreno... Uma geografia feita sob medida para o movimento incessante que tem embalado nossas vidas. Minha, dessa menina a sombra da luz de cabeceira, dos doentes e aflitos que estão escondidos nos submundos e de nós seres bem confortados em nossas poltronas, em nossos medos e desejos, pensamentos e ações. Quero crer eu que a comunicação um dia fara companhia também para os ratos escondidos abaixo das grandes cidades, pois onde ela está ninguém a vê, mas sente sua presença. Não há como negar que vivo em uma realidade muito boa, navego através de um nó, de um fluxo, de um site, de um portal, falo mais de uma língua, conheço diversos países, sou extremamente ligado ao meu tempo, descolado e agitado, vivo em um momento frenético a cada instante que respiro e sorvo o mesmo ar. Bem voltando ao princípio, quer dizer ao ponto de partida quero lembrar que esta semana começa com um tom de reflexão. Não por ser mais um dia em minha vida, agradeço, mas meu apelo é outro. Venho me sentindo aflito, cansado, exausto desta realidade que eu começo a desnudar como um prelúdio. Sinto que sou um ser humano enfastiado de tudo de bom, não tenho grandes preocupações, nem doença que me impeça de viver saudavelmente, nem nada que atrapalhe o fluxo decorrente dos dias, mas me sinto vazio. Me sinto infinitamente vazio. Moro no século XXI que me conecta ao mundo mas me recruto ao meu eu, agora cabisbaixo para pensar... Me sinto hipócrita. Me sinto o homem mais mal agradecido do mundo, me sinto sujo, inescrupuloso, me sinto culpado, me sinto anestesiado, me sinto falso... Sou uma figura conhecida dos meus próprios escapamentos, tentáculos de defesa que estou diferindo a todo instante. Me sinto só, desacreditado no amor, e este mal estar é obra dos meus intermináveis conflitos internos. Ás vezes acredito de verdade que sou um homem adulto, que tenho minhas opiniões próprias meus gostos, minhas peculiaridades... Mas quando vejo meu reflexo no espelho não reconheço a imagem que se assemelha a mim, ou que é de fato minha face. Sei que também possuo uma sombra, mas ela está de licença. Quero reconhecer todas estas constatações perante alguém que possa me julgar como tal, quem será este alguém meu alter ego? Neste momento eu gostaria de ser a menina linda, deitada sobre seu leito, imaginando um príncipe encantado se apoderar de seu corpo e conquistar sua alma, pacientemente, e com a coragem e bravura de que se ouve falar nos contos de fadas. Onde a luz que incide sobre seu corpo a faz imaginar borboletas e bolhas de sabão voando pelo espaço, e sentir seu corpo deitado sobre uma relva verde ao lado do seu bravo guerreiro, que enfrentou o mundo para possuí-La em seus braços naquele instante eterno. Fecho a página de projeção de um conto de fadas ou de uma realidade otimista, para voltar ao julgamento de quem sou e de quem eu quero ser, perante alguém que vai me analisar e apontar o que eu de fato sou. Não quero ser o eu triste que trafega por entre os becos formados por nós digitais neste princípio de terça feira inchada. Estou providenciando um diurético para acalmar este alvoroço. Pretendo colorir algo quando o dia amanhecer, fazer o bem para alguém, não pronunciar uma palavra que sugira reclamação, ser coerente, compassivo, carinhoso comigo mesmo, com meu corpo e com a minha alma. Pretendo admirar a paisagem como bem faço todos os dias e através de uma ótica mais romântica problematizar o amor em versos, ou em olhares, ou em pensamentos bons. Quero acreditar que o amor existe, que ninguém é triste que na vida haverá sempre amor...E quero por um instante me sentir como se estivesse tomado por um sentimento de euforia que repentinamente me deixará radiante e me trará de volta o brilho e a juventude que eu possuo, a vida que corre por entre as minhas veias que clama por urgência com sede de mudança e vai de verdade urgir o despontar do dia com muita garra, pois só os que lutam para viver é que de fato sobrevivem. Neste momento, quero que como um lapso de memória nostálgico voltar ao balanço do quintal dos meus avós, e recordar o amor e o carinho e o tamanho cuidado que eu recebia naquele jardim. Eu florescia enquanto as velhas flores enterradas dentro dos vasos murchavam no decorrer da estação, e eu contornava meus melhores momentos com brincadeiras. Não existia praticamente nada, mas o circo era montado a comida era preparada, cozida e servida, as fantasias nunca perdiam o brilho mesmo impregnadas de naftalina e o chamar para o almoço era o melhor convite para saborear uma prato saboroso de cheirinho sem igual que confundia-se com o aroma de primavera, das flores de maracujá e das glicíneas, das pétalas das rosas caídas no chão e do néctar dos beija-flores. Existe alguém com um coração gigante, esperando por mim... Vou deitar a cabeça no meu travesseiro enquanto a moça apaga a luz de cabeceira e se encolhe para o lado para dormir e sonhar o reflexo da sua realidade. Enquanto a noite continuará a movimentar-se, a se fazer transito de idéias, pessoas, dramas e casos, e também de sombras que povoam os esgotos... E compunham um cenário real de vidas e de mortes e de ressurreições a cada início e término de dia.

Sunday, September 07, 2008


Alguém bateu a minha porta ontem à noite...Um velho conhecido que divaga por entre as plataformas desta infinita labareda de novidades que se chama web. A partir disto foi como uma anestesia lenta, me senti leve e começei a divagar por entre os abismos da minha mente, abismos e culmes povoados de coisas boas e de torturosos e ácidos desejos. Como o de fumar um cigarro e ver a fumaça se dissipar como um suspiro...Ontem à noite, troquei palavras incoerentes com a incoerência e ela me disse para ser coerente. Foi então que resolvi mesmo naquele instante deixar que meu eu flutuasse por onde ele quisesse sem pudor sem culpa sem ressentimento, afinal não existe algo tão libertário quanto a nossa imaginação..

E neste momento me senti onipresente, como se tudo pudesse se converter em um prisma de lugares e eu no centro deste me dissipa-se por entre os espelhos e fosse um objeto unico refletido sobre mim mesma.

Então este prisma, colorido, intenso e magnético me trasporta para um lugar lúdico, onde existem flores e cores e verde e tudo de mais doce e profundo e lírico embalado por uma música dançante...

E neste tom magistral e brilhante eu me deparo com uma verdade, uma verdade prazeirozíssima...

Amar é ver a pureza de um sentimento triste se tranformar em energia que tranforma tudo em felicidade. Alegria. Momento....

Monday, August 11, 2008


Minhas certezas foram rasgadas por um lastro de bala saliente e que as fundiu em dúvidas. Para que eu possa reformula-lás e assim atribuir novos conceitos a minha vida e ao meu comportamento. Sinto um calor sobre o corpo que pesa, a estação é imprópria para altas temperaturas, mas meu coração está em estado febrio.

Muitas coisas das quais eu procuro me desligar são energias vitais para meu bom condicionamento físico e psíquico. Não quero confundir a realidade que vejo através de uma órbita apaixonada pelas coisas, pelos lugares e pelas pessoas. Em uma gangorra realista e por vezes romântica me mantenho à espera de manifestações de apreço e carinho sem ao menos me dar conta se estou emitindo tal coisa.

O crepúsculo do dia ironicamente quando as primeiras horas da tarde começam a tilintar no relógio, me impede de focar meus pensamentos em grandes coisas, lugares ou pessoas. Vejo as flores e dramatizo uma cena entrecortada de algo que eu tanto preciso, felicidade provinda de uma chuva de pétalas coloridas que eu posso avistar de longe em um jardim que o nome sei de cor.

Há uma oscilação enervante ultimamente. Deve ser obra do clima, das fases da lua...Através da janela flashes de movimento verde, céu, nuvens intensas e sol resplandescente vislumbro um momento no qual estou apostando todas as minhas fichas, segundo após segundo numa espera contínua que pretendo fazer valer a pena. Espero não frustrar minhas expectativas.

O sol reflete sobre os pelos claros e disformes do braço em um angulo em que posso visualizá-los eretos e interligados a cutis como extensões dos nervos que transitam dentro de mim. Enquanto os dedos que compõe estas palavras procuram alcançar o conforto de uma mão que está alheia a este momento, mas que consigo desenhar através destas linhas como se cada uma pertencesse a um pedaço de tudo que compõe a palma da tua mão.

O destino é algo extremamente sinuoso, por horas parece um mapa com o qual eu encontro meu caminho e guio-me a determinado ponto, em outros momentos esta mesma certeza formada pelos mais precisos sentidos de direção, parece se dissolver em um labirinto no qual eu estou sempre buscando a saída.

Há tantos aromas no ar, uma nova estação se pronunciá-ra em breve, desejo veemente que ela traga consigo mais flores as quais eu possa admirar, e um tempo mais brando para climatizar meu coração. Sei que o amor já não é fogo que incendeia, mas que vai queimando a lenha pouco a pouco, e é preciso repô-la.

O dia amanheceu da mesma forma que ontem anoiteceu. Meu coração insconstante procura algo que o conforte sem mesmo precisar as palavras, quero emoção. Estou com medo do que possa vir a acontecer, como se o presente estivesse fadado a não ser mais tão alegre quanto eu gostaria que fosse, mesmo eu me empenhando ao máximo para isso.

Sinto como se houvesse um oceano me separando de tudo aquilo que mais desejo. Afinal, eu pertenço aos meus desejos... Sinto o ar gelado importunando uma manhã aparentemente tranquila.

Vou descrever esta tal dependência que adquirimos enquanto nos entregamos aos sentimentos como se estes fossem os mesmos que governassem nosso mais íntimo eu. Pois bem esta tal dependência muitas vezes é algo que corrói e desestabiliza nossas escolhas e torna nossos caminhos mais truncados do que poderiamos traçar em um vago rascunho do tempo.

Os corpos quando estão distantes são vulneráveis a suas prisões internas, a uma cadeia mental de reações frenéticas e adversas...Como se estes estivessem fadados a comtemplar a si próprios no epelho como Narciso o fez, na espera e alimentando a expectativa de ter seu corpo possuido por aquele que sente da mesma forma e com a mesma intensidade, enquanto o outro do espelho desfruta um prazer que deveria ser do corpo distante.

E isto dificulta a sintonia. Quando ela se perde em um curto período de tempo, é como se existisse um vácuo que nos impede de ligar os sentidos e confortar o coração.

Este jogo de se importar com quem se ama é como um fogo que nem sempre está em chamas e ser feliz é uma química nobre, ao tempo que ser triste é a comprovação da derrota e fraqueza humana. Um defeito na fonte prepulsora de todas as coisas que pode ser consertado com uma enxurrada de surpresas boas.

Thursday, August 07, 2008


Sim os telefones existem para nos descomplicar a vida. Mas muitas vezes o fio telefônico enrola-se em quilométricas contas das quais eu já perdi a noção, e este que era para ser um mocinho, sutilmente vira vilão. Aquele da história sem quadrinhos, do sapo que não virou princípe e da princesa que não viveu feliz para sempre mas continua incansávelmente a procura da felicidade.

Este singelo figurão que tranforma palavras em números, em digitos decorados, uma relação intensa de amor e sonho solúvel e pesadelo do amanhã. Desenrolarei -me ei deste fio.

...

Saudade só existe porque os corpos se atraem.