Friday, June 19, 2009


Há um misto de pesar e ódio nessas pequenas frases de lamentação. Há uma estranha incerteza, que foge do controle e instiga a culpa que consome alguns nervos que afloram na pele.

Às vezes um insustentável peso, noutras, uma leveza indescritível, trépida. Quando percebo, tal qual uma nuvem tu já vais e partiu, inteiramente longínquo como terras ásperas e culmes delgados te consolas, te prostras e te econtra.

Enquanto a pena, cai, por entre o ar quente e úmido lentamente, poroso, insuficiente...

Essa sensação de leveza é insuficiente, é algo que se consome como gravetos no fogo e se dissipa como raios de luz nas primeiras horas da manhã. Não há mais música para tamborilar nos ouvidos porque toda dança se fez silenciada e todo movimento se congelou, pois aquela velha história acontece novamente, creiamos que mesmo, aquele frio seco, amargó é o mesmo que aquece...

Não componho mais palavras bonitas para ilustrar teu backbround, nem facilito conversas que não se têm mais de onde palavras tirar...

Saturday, June 13, 2009


Estava assistindo a um filme interessante, estrelado por Morgan Freeman e mais alguns atores dos quais não me recordo o nome e uma frase me fez refletir: " As coisas terminam da maneira que começam."

O filme trata das relações humas, do nosso comportamento e consequentemente do AMOR. Incontáveis vezes este foi o enfoque central das minhas postagens que muitas vezes destilavam lágrimas tristes, ou palavras inundadas em fel.

Pois bem, tendo como cenário uma paisagem encantadora de Portland, no estado de Óregon nos Estados Unidos, a cidade é considerada uma das mais ecológicas do mundo. Folhas ao chão, abundante uso de cores e elementos da natureza permeiam a narrativa que por vezes seca e áspera encobriu o horizonte azul.

Estrelas cadentes no céu são utilizadas em duas cenas, me chamaram a atenção. Por a história tratar do relacionamento entre as pessoas, desse ir e vir que é a nossa vida enquanto habitantes desta terra que muitas vezes nos soa como um território extremamente desconhecido...as estrelas cadentes seriam uma nova pessoa, alguém especial que surge na nossa vida, pra tornar os dias embalsamados de amor. Eis a explicação pela qual a frase que citei a cima mereceu devida atenção. Pois bem, tenho algumas poucas histórias pra contar nessa vida, na minha ótica elas potencializam uma energia muito intensa que foi o que motivou realmente os fatos acontecerem... Essa ótica muito minha e também diferente da de cada um, me proporcionou momentos felizes e momentos tristes, porém verdadeiros, extremamente verdadeiros...E para mim a verdade, é um escancaro dessa realidade, que a gente toca com os dedos e sente com o coração. Se sonhassemos mais com a alma ao invés de sonharmos com a lógica, construiríamos lugares mais aconchegantes para acalentar nossos anseios. E talvez poderiamos vivenciar experiências mais reais daquelas que jamais desejamos, esperamos e lutamos para que deveras acontecessem. Para mim, é isso, se foi amor meu bem, eu não tenho dúvidas... Lembro da letra de uma música nesse exato instante, é sempre amor mesmo que acabe, é sempre amor mesmo que mude, é sempre amor mesmo que alguém esqueça o que passou... Certamente alguém também jamais esquece pois quem vive tem memória suficiente para projetar na lembrança um sentimento que pulsa no momento em que recordamos!!!!!

Coincidentemente no filme é utilizado muito o flash back, e cá estou, eu voltando no tempo nos eventos, no imaginário e na emoção, pra descrever em palavras um envolvimento momentâneo que instigou meu raciocínio, talvez milimétricamente pensado pelo diretor do filme, talvez não. Independente disso, não existe resposta sem estímulo, mas para isso precisamos estar sensíveis o bastante para compreender certas coisas...

Hello people, liguem suas antenas!!!

Wednesday, May 20, 2009


Estou prestes a completar 22 anos. O clima que envolve a data pode ser descrito como a corrida das pessoas às compras que antecedem o Natal. Me sinto constantemente em movimento e a uma sensação de pressa no ar. Pressa para produzir algumas coisas que me são imprescindíveis como a apresentação do meu artigo para o INTERCOM que acontece na próxima semana, pressa para modificar algumas coisas que sei que estão erradas e uma vontade de romper com algo que está há dias dentro de mim. Essa sensação faz com que muitas vezes as tardes se tornem entediantes, a falta de assunto ou de uma companhia também encomoda e sinto que agora preciso mesmo colocar o carro na estrada e dirigir minha vida. Muitas imagens, sons, cheiros e gostos passam pela cabeça num espasmo de tempo curto, há curiosidade, há medo, há discordância e há também falta de atenção. Esta semana começou muito bem, pude apreciar uma segunda feira boa, sentir as coisas fluírem, mas esta tarde de quarta feira esta claustrofóbica. Amanhã quando acordar será como se um ano tivesse se passado como um borrão e um novo começa. São 22 anos de existência que posso emoldurar num quadro e pendurar na parede do meu quarto, nele estão aquarelados meus melhores e piores dias, sentimentos que vêm embutidos à eles e fatos vivências que me remetem à mil lembranças. Mais do que nunca reafirmo o valor que a família possui na minha vida e vejo que sem ela não existiria sentido para este carro chefe continuar rodando pelas ruas. Muitas coisas tenho pra fazer, o foco que antes estava turvo agora começa a tomar formas mas ainda é cedo para obter algo paupável. Preciso apenas sintonizar-me às coisas que estão acontecendo a minha volta em uma frequência rápida. Quero ter paz para realizar todas as tarefas que necesssito até o fim deste ano, onde claramente começará mais uma etapa desta fase que por enquanto não tem data prevista para acabar, só posso perceber que começa agora uma batalha árdua onde terei de vencer a cada dia novos obstáculos como se estivesse competindo em um circuíto de olimpíada. Antes de hoje os dias estavam frios, era necessário se agasalhar mais e agora estou com os ombros de fora, o calor do sol encomoda um pouco porque me sinto bem ansiosa e um pouco angustiada. Talvez estas sensações sejam um presságio de que sim, estou à espera de algo. Quando estava a caminho do trabalho de dentro do ônibus fiquei observando as reações do meu corpo quando vinha uma lembrança à cabeça, antes quando eu estava presa a um sentimento que me encomodava era como se um sucessão de calafrios ocorresse dentro de mim. Agora esses calafrios se amenizaram, posso ter lembranças sem sentir o estômago se comprimindo... Só o que quero é conseguir alcanlçar meus objetivos que mais parecem vontades esculpidas com argila, mas que ainda não estão secas, é preciso lapidá-las, dispensar tempo, deixar a distração de lado talvez ouvir uma boa música e é isso que vou fazer agora. Até.

Sunday, May 10, 2009


Na estrada novamente, depois de uma noite mal dormida observo o sol se por nivelando com o céu um traço avermelhado intenso... linhas que se fundem no horizonte e me fazem pensar em como é bom estar vivo. Em sentir o movimento das coisas mesmo estando parado, estático. E poder sonhar absolutamente o que quiser sem receios. Andei pensando e percebi que estou vivendo livre agora, apesar de as vezes sentir que a saudade toma conta de mim, me sinto como uma brisa fresca, leve no entardecer depois de um dia, bem dormido. Me relaciono com as pessoas gosto de tê-las por perto, gosto de possuir o abrigo que as companhias nos proporcionam da escuridão, mesmo que estas não sejam por inteiro algo seguro, elas estão ali. Alias as pessoas estão aqui, estão cada um na sua elaborando o cronograma diário de amanhã, fazendo seus planos e viajando pra qualquer lugar. As pessoas do mundo inteiro estão fazendo algo neste momento, isso caracteriza o ritmo de um domingo aparentemente estático. Quero acreditar que as pessoas são boas, e que não dissimulam seus sentimentos, quero acreditar que são bem vindas em qualquer ciscustância pois do contrário seriamos apenas um pra viver sozinho neste mundão. No abrigo da tarde que cai, enxerga-se as coisas claras, a sensação de felicidade de liberdade e conforto invade os cômodos habitados por mim neste corpo e fico contabilizando como será daqui pra frente. A maior verdade é que agora sinto-me eu mesma, independente de ninguém, livre para transitar para onde bem entender... Mesmo que as pessoas estejam perto, tenho comigo a minha só e tão valiosa companhia, ando sozinha porque assim me sinto melhor, e quando os dias frios chegarem, a insonia e a saudade bater, lembrarei dos bons momentos... ou providenciarei um cobertor =D

Monday, May 04, 2009


Uma vontade imprescindível de narrar este sonho me fez chegar cedo por aqui hoje. Seria inenarrável daqui algumas horas se não me desse conta de que o esta noite tive uma experiência muito agradável enquanto estava dormindo. A história foi mais ou menos assim: Eu estava em um carro junto com uma amiga e um amigo, esta amiga me remete a mil histórias de adolescente e a um senso infantil sonhador também, outro dia estavamos eu e ela voltando de carro de uma janta em uma cidade vizinha e ficamos olhando pra fora admirando o céu e falando sobre as nuvens, era noite a lua se escondia e voltava a aparecer a medida que o carro ia vencendo as curvas, era engraçado porque andar na carona as vezes nos faz ter a idéia de que o automóvel anda sozinho, como um filme, ele vai para onde nós nem sabemos onde pois nos compenetramos em admirar esse movimento rápido que os meios de transporte nos fornecem quando estamos nos deslocando de um lugar para outro. Pois bem, a isto creio que o sonho da noite passada venha a remeter. Estávamos igualmente dentro de um carro só que era dia, havia sol, cores nem tão vibrantes mas diversas, havia aquele movimento habitual da estrada, e nós estavamos dentro do carro com o cinto de segurança, alguém estava filmando não me recordo o que e havia uma espécie de balão em cima acompanhando nosso trajeto, parecido com aquelas luminárias orientais muito utilizadas para decoração. Coincidentemente a cor daquela era rosa, como a que possuo dentro do meu quarto, e o engraçado é que ela estava livre, ao vento e num rápido instante aconteceu que instantâneamente se abriu um teto solar no carro e eu fiquei suspensa no ar enquanto ele andava, segurando aquela bola rosa e aquela pessoa que estava com a câmera filmadora nas mãos registrou o momento. Engraçado que a mesma pessoa me remete a quem estava dirigindo, se ela tinha 4 mãos isso eu não recordo, mas lembro que quando voltei daqueles segundos fora do carro dependurada pelo cinto de segurança pedi pra ver as imagens e achei elas incríveis, com certeza teria trazido para aula de hoje, essa era minha intenção, se realmente não fosse um mero sonho...

Posso estar suspensa no ar se quiser, sem ter asas ou ganchos pra me apoiarem, posso ir e vir leve e tranquilamente sem receios, posso ser e transpirar definitivamente algo que imagino ser eu...Bom dia!!!!

Saturday, April 25, 2009


O amor faz a gente pensar em cometer loucuras, estar ao lado da pessoa que gosta a qualquer custo, seja a mil quilometros de distância o amor continua impaciente nervoso louco para encontrar o seu bem seja como for. É a vida tem dessas coisas, não adianta tentar suprir um vazio com outro maior ainda, ainda assim, continuamos nos sentindo meros coadjuvantes de uma história que deveria ser realmente vivia, pois a cada instante que longe, nos focamos em um pensamento em uma lembrança que nos remete aquela pessoa, essse minuto se torna eterno e insubstituível. Sinto como um pedaço de mim estivesse adormecido no inverno, abaixo da neve congelado por entre as folhas densas de uma manhã fria. No lago a água petrificada reflete nos meus olhos o mais intenso desejo de ter por perto aquele alguém que me completa, que faz com que meus pulmões respirem de verdade e acalma minha inconstância com doses homeopáticas de paciência. Por favor tenha a bondade de se pronunciar e voltar pra mim porque nem todo sofrimento compensa a falta, do calor e alívio que você traz quando a noite está escura ou o dia se mostra ensolarado e cheio de luz para dar.

Talvez seus olhos estejam focados em outro alguém, em um simples belo corpo que transita por entre a noite vazia, porém esta incerteza esta insuficiência insubstituível é impalpável, intocável, indigerível imorta. Sei que o que vês pode atrair os mais profundos sentidos, desejos, fetiches e loucuras, mas como raio risca o céu em noite de temporal isto passa feito fogo que se faz cinza e se transforma em solidão e delírio novamente.

Queria estar o seu lado, ouvir o som da sua respiração ao dormir e acordar sentindo o seu coração batendo perto do meu.

Talvez esta noite seja impossível mas quero pedir ao tempo que dê uma trégua ao sofrimento e renove e traga de volta isto tudo que sonho enquanto estou acordada com os olhos bem abertos.

Amor,boa noite, e até outra hora.

Friday, April 24, 2009


Fico me perguntando quantas coisas perdemos ao longo da vida e imagino que para abrigar todas estas coisas seria necessário um grande setor de achados e perdidos.. do tamanho do infinito. Diversas são as coisas que perdemos, objetos de toda sorte, pessoas, sentimentos, partes de nós, ônibus, carro, hora marcada enfim até mesmo o tempo. Já ouviram falar naquela expressão perda de tempo? Não sei porque mas algo me remete a ela hoje. Muitas vezes ao nos dedicarmos com vigor a determinada coisa, ao alimentarmos sentimento de afeto, apreço e carinho, não nos damos conta que esta coisa pode um dia se perder, separar-se de nós ou simplesmente sumir enquanto caminhamos. Foi assim que meu head phone foi procurar outra morada. Agora vejamos como o verbo perder está indissociávelmente ligado ao verbo achar. Enquanto andava distraída, calada e com os pensamentos longe de qualquer território paupável meu head phone caiu no chão silenciosamente, neste mesmo instante, alguém que ali passava ou estava não sei muito bem o achou, recolheu para si e levou para todo o sempre, pois definitavamente depois de algumas vãs tentativas de encontrá-lo minha busca foi mal sucedida. Enquanto lamentei pela perda, alguém sorriu ao achar um objeto tão útil, que dirigiu uma trilha sonora curta da minha vida e teve papel importantíssimo nas minhas incursões de ônibus por aí. Pois é agora ele emana sons que fico imaginando quais no timpano de alguém. Fico pensando se esse alguém é mulher, homem, novo ou velho, se escuta música boa, que para mim seria tudo menos sertanejo pagode e afins. Sei lá não vou denominar esta pessoa de mau caráter até porque como estou tentando provar, tudo que perdemos automaticamente é achado, se não por nós, por outra pessoa. Assim como no amor. Amor muitos dizem ser um jogo, que alguns aprendem a jogar enquanto os outros ficam na arquibancada assistindo, outros falam que trata-se mesmo de aprendizado de esmero de estudo em relação ao ser amado até chegar ao apsê da admiração, outros dizem que não existe e esses me parecem bem machucados porque quem diz que amor não existe é porque nunca amou ou porque sofre por amor então acredita que ninguém vai amá-lo. Me sinto um pouco burra, bitolada, idiota sofrida por ter perdido meu querido phone de ouvido insubstituível até o momento que eu compre um novo de qualidade superior a ele.

Engraçado como tudo também gira em torno de comprar e substituir algo. Pessoas trabalham a vida inteira dão o suor e o sangue as vezes até a alma para investir toda esta intensa entrega a uma coisa que possui quatro rodas com um carro por exemplo. E estas são as pessoas mais normais da face da terra. Realmente meus queridos este mundo é insano. Quando dizem que de perto ninguém é normal, não estão dizendo que somos anormais, mas que somos míopes. Porque afinal miope não enxerga de longe e quando enxerga de perto costuma aproximar tanto os olhos que acaba nao enxergando merda nenhuma ai diz-se que é loucura. A maior verdade é que para míopes ou não a loucura é algo muito relativo, como gosto, beleza e por aí vai. Assim como existem duas denominações para o significado da palavra propriamente dito, aí vão elas: Perturbação mental- doença; disparate; extravagância, é o que cometemos todos os dias, gastando mais do que o orçamento prevê, alimentando paranóias, medos, incertezas, obssessões, manias, compulsões, toques, ou toc como quiserem, e têm mais: alienação mental; Insensatez; imprudência; doidice, acto irreflectido. Estou pasma, cometemos isto todos os dias! E se ousarem dizer que não, é só vermos nos jornais, lá estão mais do que em evidência todas essas características de um louco, ou de um humano. Concluo com a seguinte dúvida, se o sanatório que é este mundo ficar superpopuloso para onde vão ir todos os loucos? As empresas farmacêuticas vão desbravar os planetas e criar um parque de diversões para nós? Onde ficarão as crianças? Até onde eu sei crianças não são loucas porque são os únicos seres que não cometem loucuras diariamente, até onde eu sei é claro. Bem nossa situação está complicada. Juntemo-nos em uma seção de achados e perdidos ou num sanatório de vista para o mar, estaremos ainda, loucos!

Monday, April 20, 2009


Sinto partes de mim se desintegrando.
Os olhos estão petrificados em uma redôma de fatos que surgem como um flash back.
Assombram, desolam, encomodam até o corpo sentir vontade de expurgar tal sensação.
Chutar ao vento como uma pedra todo o presente instante de sentimentos entrecortados de dúvida.
Interrogação que paira sobre o céu formando uma indagação nas nuvens do tempo.
Há silêncio, conformo-me com o barulho do silêncio. Se ele tivesse cara seria pálido e dissimulado.
Ação da incerteza, que faz de nós escravos de um fairy taile irreal.
Se alguém pudesse rasgar este sentimento em pedaços como papel confidencial que jogamos ao lixo, seria reconfortante.
Sujeira, toda a sujeira impregnada que você me remete não alivia suas palavras doces e lágrimas que a mim não me parecem de tristeza.
Ouça a batida que embala os dias tensos da monótona vila onde um dia serviu de palco pra história de casa de bonecas que queima cada vez que relembro.
Está em chamas, tudo vai se dissipar em alguns meses
As folhas vão cair das arvores, o céu vai escurecer, a solidão vai chegar mas estarei levantando, pra reviver novamente.

Wednesday, April 15, 2009



O instante presente




A caminho da faculdade, o movimento da rua sob a perspectiva de dentro do ônibus é imprevisível. Mesmo que se faça o habitual trajeto todos os dias os personagens que o norteiam nunca são os mesmos. As faces, as roupas, as pernas caminhando em ritmo apressado, as crianças no colo das mães e as pessoas trabalhando formam um círculo interminável de histórias que poderiam preencher milhares de livros. Porém, estas pessoas são diferentes, sob o ponto de vista de um observador que enxerga a estética física e ousa decifrar o que elas costumam fazer, sentir viver..


.Creio que hoje seja um daqueles dias que você sente demais, come demais, e tem vontade de dormir... Que os instintos afloram como se não tivéssemos hora marcada no dentista ou o ponto pra bater e pudéssemos protelar para qualquer momento daqui a pouco tudo que temos que fazer neste exato instante, só pelo prazer de sentir-se livre e de alimentar a nossa indolência com saborosas pitadas de bem estar. Para sentir e fazer o que quiser.


Estas pessoas que vejo enquadradas fora da janela do ônibus, que aparentemente correm atrás de algo que chama-se tempo, estão na verdade sobrevivendo.

O mundo se transforma a cada minuto, segundos são suficientes para serem responsáveis por alterar trajetos, construir pontes invisíveis e mudar destinos. Existe uma fórmula pré concebida de que tudo que falamos e pensamos, e a maneira como agimos reflete naquilo que somos. Se esta fórmula está certa não faço a mínima idéia, porém, costumo perceber que a medida que observo este ir e vir deste mar de gente nas ruas, a medida que os instantes se passam, e o ar entra nas narinas só pra estar ali te dizendo que a vida é agora e que é preciso viver novamente com toda a energia possível, porque se você um dia para pra sonhar com o futuro é capaz do segundo deixar ele simplesmente passar.


Hoje pela manhã na parada de ônibus conversando com uma colega, ouvimos um barulho estrondoso de avião a jato vindo do céu, é estranho como aquilo hipnotiza, algo misterioso, com certeza, inspira aquele momento para imaginarmos o que quisermos e logo em instantes, o ônibus passa arrecadando passageiros. O jato se foi e o instante daquele fragmento do dia passa depressa, mas com certeza é suficientemente vivo para ser lembrado. Então o dia corre como habitual, muitos pensamentos e uma angustia instalada há dias comendo no peito. Correndo solta nas veias, mas é normal, é puro e simplesmente normal, sentir assim, deste jeito, uma hora parece que o mundo vai acabar, na outra já não, e assim os dias podem tornarem-se milhares de pontinhos, uma obra de arte que vale a pena colecionar!


Aquela beleza de paisagem em movimento que se transfigura nas curvas que o ônibus faz, aquela música, aquele sol luminoso fundindo o azul do céu e esquentando a tarde logo vão dar lugar aquele vento frio de inverno, aquela sensação de nariz escorrendo e mãos gélidas, aquela neblina das primeiras horas da manhã, e isto que recordamos aqui nestas breves linhas, se congela pra ser aberto e lido a qualquer hora seja neste inverno ou no próximo verão. Mas é preciso, sempre, viver, correr, andar angustiado, amar, enlouquecer, sorrir e ouvir aquela música no banco do ônibus pra descobrir nem que seja por alguns instantes que a música não para de tocar nos ouvidos enquanto o mundo estiver girando e as coisas acontecendo aqui, bem na nossa frente!!!

Friday, April 10, 2009


Sonhei estar voando, voltei para o passado e revi velhas fotografias, chorei por amor, sorri, fumei, traguei violentamente o cigarro, me martirizei, sofri, fiz greve de fome, me descabelei, dormi, acordei, o tempo passou, esperei, senti, falei, ouvi... E agora é noite novamente, o céu cai sobre a minha cama e eu sinto um conforto dentro dos braços. Ele está me aconchegando juntamente com as cobertas que saem do armário e vem me acalentar porque a noite, esfria. Chocolate no criado mudo, luzes acesas, palavras que fluem como uma pena e são digitadas rápidamente. Hoje, eu tenho motivos pra me sentir feliz. Só por hoje, eu quero ser o que eu mais gosto, e mostrar o meu lado mais puro e belo, pra te roubar pra mim. Solamente hoje, não vou chorar pela perda, porque a incerteza ainda que angustiante faz bater o coração, e se amor existe é chama que queima e uni o corpo que a razão não consegue separar.

Sunday, March 22, 2009



O trabalho, o movimento incessante que nos torna servos da nossa própria escolha e também da nossa obediência me faz crer que cumprimos um dever cada dia que se põe. Uma semana algumas horas ou a vida inteira num movimento robotizado por mãos que guiam, digitam, desenham, preenchem, constroem e também pousam em descanso. Sinto meu corpo amortecido depois das horas em pé, e ainda assim uma excitação sombria para que o dia comece novamente. O coração palpita mas se torna cada vez mais brando, quando seus movimentos já nem mesmo obedecem a voz de comando. Ouço sinos em meio a escuridão e na praça há gente gritando procurando uma saída pra tanta coisa. Saída que também é a porta de entrada para um outro mundo. Estou diante das cartas que me imaginei recebendo, e apenas relembro do que eu enviei, são tantos dias tantas noites que correm por mim, que sinto que me perdi em meio a esse turbilhão de coisas, como uma nuvem que encobre o sol em dias claros, e impede de que os raios se dissipem e iluminem o dia... Tornando-o por horas escuro. Sinto o toque de uma gota, se dissipando no rosto e se acomodando nos poros como a água que pode lavar a alma se de fato ela estiver suja. Temo em dizer tudo que sinto e temo sentir tudo que penso, há sincronia entre estes dizeres que apesar de densos e insólitos são doces, e pedem um pouco mais de paixão. Pelo momento, pelo fato do simples estar, viver, ter ou possuir, encontrar, existir. Não existe partida sem antes chegar assim como não existe a distância se não soubermos somar a proximidade, gostaria de ouvir a voz dos anjos para fazer dessa noite uma canção de ninar mas logo me viro ao som que vem da rua e sinto que é na terra sim, que hei de ficar, na terra de sonhos reais que cogitamos mesmo quando estamos de olhos bem abertos sem nem mesmo piscar. Há uma chama nas entrelinhas que se apaga cada vez que o telefone não toca, e há um ruído tentando se comunicar através do vazio que é a sua porta aberta.

Monday, March 16, 2009


As pessoas são hipócritas, fantasias que caricaturam elas mesmas à representar-se nesta pantomima chamada sistema. Não se está preparado para o esquema. O dia é longo a paciência pequena. O riso é largo e falso. Os fantoches se divertem e somem por entre o cenário que procura a todo custo estar impecável para a apresentação. Teatro é dançar em cima de uma bola de fogo e fingir não se queimar, com a mente atordoada sorrir da miséria estampada nos rostos viçosos e dos corpos bem alimentados. Ser forte o que é? Fingir ser o super herói fanstástico enquanto os becos humanos dentro de si transbordam angústia. Se o forte que possui o dever de levar segurança e alegria se veste de gente quando vira normal, o que dirá daqueles transeuntes da rua que expõe nos olhos a agressão do cotidiano e no amarelo dos dentes a terapia do entristecer. E o que será das crianças? que acreditam no herói que não passa de reles humano, e sorriem verdadeiramente pois vêem através da óptica da inocência alguma graça neste colorido mórbido. Nada melhor do que enxergar o mundo com estes olhos, que não tardar se tornarão míopes.

Wednesday, January 21, 2009


O abismo se choca com a rocha. Há silêncio demais, e há lágrimas demais também. Algumas coisas podemos evitar, outras nem tanto. Sinto um calor que encomoda e machuca o peito assim como as dúvidas que pairam sobre meus intermináveis dias. Me pergunto se serei EU o mote de todo conflito, meu individualismo reinante falando através do egoísmo o que não consigo ouvir de mim própria. Por isso faço ecoar aos berros o sentimento que infla meu coração e a medida que as palavras vão saindo ele vai murchando aos poucos até que perca a forma. Quando isso acontece me sinto abstrata, parte de mim se esvai, brigo comigo mesmo para evitar tal situação mas não consigo. Não sei como desenvolvi esta forma tão bizarra de chamar a atenção de quem amo. Conviver com alguém pode ser um passo para o auto conhecimento e para o delírio também. Minha cabeça dói, sei que tudo que quero é que alguém volte e me chame e me convide para fazer algo e me envolva em seus braços. Mas esta infantilidade emocional é uma clausura. Não há como sustentar grandes edificações sem boa base, e me perco cada vez que olho para dentro de mim, assim.

Tuesday, January 20, 2009


It´s hard...


Um novo ano começa, aos poucos os dias correm e se tranformam em intermináveis horas que se passam e dançam conforme um ritmo de música calmo, como se fosse uma canção de ninar. No meio da noite, acordo e sinto um pavor assombrar os meus pensamentos e também meus sonhos, um pavor que se traduz em medo. Medo de não ser feliz ou ser feliz só pela metade, medo de ser só a metade e não o inteiro, medo de romper com meus próprios conceitos para dar um passo à frente. São tantos, que acabam por enumerar uma lista de coisas que me vem assaltar a memória em dias em que não tenho muito o que fazer.


Forever and ever, life is now or never!

Monday, November 24, 2008


Meu corpo à apreciar o sol, quente. Leve brisa de verão embalando a tarde, um pouco de silêncio para uma mera abstração e muitas lembranças me fazendo companhia. Os raios esquentam a pele, fazem o corpo transpirar, o cheiro do protetor solar sucita na memória a praia das ondas descompassadas indo e vindo. Tal qual como como meus pensamentos. Um tanto longe mesmo que situados no presente e bem próximos como se não fossem meros fragmentos de dias atrás.


Recosto a cabeça e uma subita sensação de inquietude paira sobre mim. Começo a compreender o porque de tantos ditados falaram sobre o tempo e teimarem em convencionar uma linha imaginária entre passado, presente e futuro como se estes pudessem existir isoladamente ou dissociados de nós.


A verdade é que o dia de ontem pode ser uma constatação vista por mim neste invervalo de tempo em que me encontro agora, com olhos mais detalhistas que por vezes me fazem tirar conclusões das quais outrora não era capaz, simplesmente porque nossa iris sempre está voltada ao que estamos vivendo em um exato momento, seja bom ou ruim.


Os meses que precederam o dia de hoje foram monótonos, na verdade, parecem-me sucessivas incursões na tentativa de alçar algo que já estava muito além do meu controle. Longe dos meus olhos, e fora do palpável. De forma que a duvida tenha assolado este tempo passado e tornado angustiante uma espera que por ventura terminou graças a uma intervenção externa.


Sim somos tolos em enganar nossos sentidos, trocando os cheiros, os objetos, os pensamentos de lugar. A percepção é como uma bússola e vãs são as tentativas de ludibriá-la pois ela é certeira e nos atinge muitas vezes com um golpe inesperado, do qual tentamos nos defender criando idéias e conceitos e insuflando sonhos que são na verdade, uma fuga que nos impede de enxergar e sentir a realidade racionalmente, proporcionalmente, sensatamente, coerentemente mesmo quando nosso corpo já a enxergue e sinta a ponto de causar um incêndio dentro de nós.


Agora me vejo em meio a um museu branco, imaculado. Transitando, flutuando, sentindo com os pés descalços e transpirando com a alma as emoções que transcendem através do vestido vermelho longo, e dos pés descalços no mármore frio. Algo vibrante que penetra por entre as muretas de concreto para fazer dissipar daqui todos os medos, todos os presságios mal compreendidos e todas as formas de auto contentamento que me impediram simplesmente de me sentir leve, a ponto de voar... como no momento em questão.


Queimam-se cartas de amor, documentos confidenciais e papéis reveladores como se o fogo fosse apagar algo que por si só já é marcado por uma chama latente que mesmo esmaecida tatua como ferro quente. Nos fechamos dentro de nós mesmos quando deixamos de lado estes avisos de emergência que nosso corpo nos trasmite. Como se nos deixassemos de lado com o intuito de não viver ou experimentar aquilo que nos é apresentado.


O mundo é como um grande e único ser, e dentro dele existem infinitos mundo e seres que fantasmagoricamente assombram aqueles que limitam-o a uma janela cerrada para qualquer horizonte. Descortina-se a vida no minuto de tempo que já se fora junto com a intensidade dos raios do sol, que agora mais brandos, não mais esquentam a pele ao ponto de tranbordar gotículas de suor. Transfigura-se na paisagem um momento único de desfecho para uma crônica de liberdade para um espírito livre.

Sunday, November 23, 2008


Como os pássaros no final da tarde em que o por do sol já não existe tão claramente e some junto as nuvens que contornam o imenso céu, alguns sentimentos se dissipam nestes últimos dias. Sabores diferentes, recheios distintos, cores novas, lugares e pessoas estranhas, mundo, vidas, colisão de idéias... Assim se chocam minhas emoções. Passáros que batem em revoada em busca de um horizonte comum, mas incomum também. Estou só, e assim pretendo ficar. Estou só porque você escolheu assim, e a tua decisão me fez perceber que a minha vida só, pode ser bem mais interessante do que a anterior. Somos tantos eus dentro de uma personalidade ou de diversas personalidades, somos fantasmas de nós mesmos quando tentamos fugir de algo vestindo a fantasia de um outro eu, ou buscando a felicidade em coisas que até então haviam sido congeladas. Congelam-se amigos hoje em dia, para poder saboreá-los mais tarde enquanto a vida corre por aí. Congela-se tudo praticamente, e é algo extremamente perigoso. Porque depois de congeladas as coisas liquidas nunca mais se dissolvem nas mesmas, elas se tranformam e muitas vezes perdem seu sabor original. Quem somos nós? Originais ao ponto de serem originados, ou originados para serem originais? Quem são estes infinitos eus que divagam dentro de nós até que alguma situação lhe dê a premissa para finalmente ser. Ser, estar, partir, ficar, sentir, ousar, contar, esperar, voar neste infinito brando e terno que pode ser um céu cheio de passáros ou um bando de pássaros cheios de céu!!!!

Sunday, November 16, 2008


Estou só no vagão das emoções. Algo estranho como a incerteza de um possível. Tudo é abstrato. O carinho já não pode tocar com as mãos, o céu é tão alto que cada vez mais se distancia das mãos, e as cores se derramam uma a uma nesta tarde cansativa, de espera de possibilidade incolor. O trem segue por entre os trilhos e apita um sino agudo que faz tremer o coração, uma angustia que ao fechar dos olhos comprime os dentes e a boca e o ar se condensa em segundos apressados. Dizem que a pressa é a maior inimiga da perfeição, mas o que é a perfeição se não uma obra inacabada... Não existe perfeito mas existe pressa. Não existe futuro, sem existir o hoje.

Thursday, November 06, 2008



Quando vale o amor de um homem?
Suas esperanças, suas atitudes, suas aspirações seus êxitos, suas conquistas, seus desafios, sua crença, sua bondade, seu instinto e seu coração...E quem dirá daqueles que não sabem contar? Que não medem o tamanho da esperança e que não falam sobre suas aspirações...Dirá- se que, estes então não merecem ser amados. Confunde-se muitas vezes o sentimento de carência ao sentimento de amar, e confunde-se mais ainda o sentimento de solidão, com o “estar junto”, mas o que é estar junto? Será que amar por palavras é amor latente igualmente amado através do tato? Do contato da pele do cheiro do sorriso e também do olhar...
Digo que muito sonhei durante este tempo em que me julguei amada por inteiro, sendo que um quarto seria muito para saber o que realmente é amor. Sinto que a paixão se dissipa lentamente e com ela aquele desejo inerente de estar a todo tempo a toda hora e a todo custo perto de alguém puramente. Ouve-se dizer que o amor sabe esperar que ele tudo suporta então o que sinto não é amor, é algo que perde a forma a cada dia algo que se dissipa com o vento e com o fim da estação.
Quero um amor maior, um amor do tamanho dos meus sonhos, aquele com que eu possa contar sempre, quando estiver triste e quando sentir a angustia apertar no coração. Quantas noites mal dormidas, quantos dias passados em branco, quanto tempo longe de quem acredita-se que ama, mas na hora em que a coisa aperta, sabe-se que este amor é passageiro, confunde-se pois não sabe se fica ou se esvai por inteiro, navega entre as águas como um mal marinheiro e deixa o barco naufragar sem aprumar o veleiro. Falta sentir o coração pulsar de verdade, ser acolhida e esperar a surpresa que o amor sempre traz, quem sabe nos versos das músicas nas poesias e nos filmes, este amor não pareça ser de mentira. Eu construí um ideal que talvez só exista pra mim. Ele pensa que entende tudo que está a sua volta, que conhece mais do que qualquer outra pessoa o amado, sendo que na verdade, este é o maior estranho que já conhecera, pois tudo nele surpreende, e o tempo que espera-se que seja a cura para toda rosa que murcha, deve portanto, fazer renascer um alguém que eu conheça, que tenha cara e coração de gente e que tenha mãos que conduzem grandes conquistas. Do contrário, prefiro eu ficar a planejar minha existência entre uma linha e outra, só, com a felicidade que a juventude me oferece e o poder que a minha vontade dita. Sou brisa, sou mar, sou sol e neve, sou tempestade, sou raio, sou doce, e sou manteiga, eu derreto como soda na sua pele alva, e te faço sangrar como um cordeiro. Pois eu sou mais daquilo que você achou que poderia ter. EU SOU O AMOR, e não estou a venda mesmo que os teus valores estejam um pouco elevados, meu parâmetro continua o mesmo e a largura dos meus sonhos é infinita.

Wednesday, October 22, 2008

Monday, October 13, 2008



Chove lá fora, a chuva inunda as poças nas ruas e faz jorrar pelas valetas água por todos os cantos... Estou dentro de casa, a luz do computador incomoda um pouco os olhos, me sinto cansada, meu físico está repleto de energia e endorfina e o cansaço psíquico é que deixa transparecer meu descontentamento.


Ando por aí sem saber a direção que vou dar a meus rascunhos de vida, e preciso externar algumas poucas palavras significativamente nulas no tempo que passa feito rajada, enquanto a chuva continua a cair...


Faz algum tempo que deixei de contar os dias, faz tempo que eles voam sobre mim como um míssel de guerra e faz tempo que estou cansada de esperar por um dia que quando chega se torna dúvida que plana sob meus pensamentos diariamente. Algo me acorrenta, me tira os sentidos, me faz uma massa inerte que está a divagar sem provar das sensações que o mundo tem a oferecer.


Me sinto dentro de uma bolha que está prestes a estourar e que chia como uma panela de pressão que coze as pressas um alimento qualquer. Tenho raiva, ansiedade de que o tempo passe logo para que eu me liberte de alguma forma desta tortura que sinto minuto a minuto, quando os ponteiros do relógio não giram e eu continuo a esperar em vão por algo que talvez já esteja grão por grão perdendo sua forma, como os castelos que as crianças montam na areia da praia.


Algumas horas atrás estive a contemplar algumas fotos e elas me afloraram um sentimento de nostalgia que me suscitou algumas coisas como se o ano em questão, este que estamos vivendo no calendário e o passado, se é que ele existe, não tivessem sido vividos devidamente.


Esta é a sensação que emana sobre mim nestas primeiras horas de uma noite que ciclicamente está sendo igual à de ontem e mais parecida ainda com a de amanhã. A rotina é o remédio para os que pensam que são loucos e a insanidade para aqueles que gostariam de ser normais